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sexta-feira, 23 de outubro de 2026

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Comandantes da Latam relatam pioneirismo e desafios na aviação

Comandantes da Latam relatam trajetórias pioneiras e desafios enfrentados pelas mulheres na aviação comercial e cargueira.

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As comandantes Claudine Melnik e Juliana Alba relatam trajetórias pioneiras e os desafios da presença feminina na aviação comercial e cargueira. As histórias foram divulgadas nesta sexta-feira (23), Dia do Aviador.

Aos 57 anos, Claudine acumula 33 anos de carreira e mais de 20 mil horas de voo, principalmente em rotas internacionais de longo alcance. Em 1995, tornou-se a primeira mulher comandante da companhia e, segundo a Latam, a primeira mulher a alcançar o comando de uma linha aérea no Brasil.

Claudine começou a se preparar para a profissão ainda jovem, com formação teórica em um aeroclube de Curitiba e aulas práticas em Juiz de Fora. Ela ingressou na TAM como comissária em dezembro de 1992 e, posteriormente, migrou para a carreira de piloto.

Em 1998, integrou a primeira turma de pilotos do Airbus A330 da companhia voltada às operações internacionais. Em 2001, tornou-se a primeira mulher a comandar um jato da empresa, o Fokker 100, e, em 2016, passou a ser a primeira mulher no mundo a comandar um Airbus A350.

Atualmente baseada em Guarulhos, na Grande São Paulo, Claudine pilota os Boeing 777 e 787 em rotas para a América do Norte, a Europa e a África. Ela também atuou como instrutora e avaliadora de aeronaves da família Airbus.

Juliana Alba, de 34 anos, seguiu outro caminho dentro do setor. Filha do comandante Arnaldo Alba, da Latam Cargo, ela começou a trabalhar nas áreas de Comércio Exterior e Administração antes de obter as licenças de piloto, tornar-se instrutora de voo e ingressar diretamente na operação cargueira.

Juliana foi a primeira mulher, em 15 anos, a assumir o comando de uma aeronave de carga da companhia. Entre as operações de que participou está um voo dedicado exclusivamente ao transporte de cavalos, atividade que exigiu cuidados específicos para garantir a segurança dos animais.

Na aviação cargueira, o planejamento pode envolver controle de temperatura para medicamentos e frutas, além de treinamentos específicos para aeroportos com características geográficas ou operacionais complexas. Para Juliana, a atividade exige preparação para mudanças, atenção e conhecimento sobre as particularidades de cada carga.

As duas comandantes também destacam os obstáculos enfrentados pelas mulheres em uma profissão historicamente dominada por homens. Claudine afirma que competência técnica, liderança e capacidade de decisão não dependem de gênero, enquanto Juliana defende a ampliação do acesso feminino à formação e às oportunidades na aviação cargueira.

Segundo os dados apresentados pela Latam, a companhia tinha 94 pilotas, que representavam 4,1% dos 2.287 tripulantes técnicos. O índice estava ligeiramente acima da média global de 4% informada pela Organização da Aviação Civil Internacional (OACI).

Fonte: g1

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