Torcedores relataram restrições para entrar com adesivos políticos em partidas disputadas no Maracanã e no estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro, desde a semana passada. As justificativas apresentadas pelo Maracanã, pelo Batalhão Especializado de Policiamento em Estádios (Bepe) e pelo Botafogo divergem.
O caso ganhou repercussão na quinta-feira (22), quando flamenguistas disseram que seguranças limitaram a entrada a um adesivo por pessoa no jogo entre Flamengo e Estudiantes, no Maracanã, pela Copa Libertadores. Inicialmente, o estádio afirmou que a orientação havia partido do Bepe, mas a unidade negou ter determinado qualquer restrição.
Segundo a assessoria do Maracanã, a limitação nas partidas realizadas no estádio se baseia no regulamento da Conmebol, aplicado aos jogos de Vasco, Flamengo e Fluminense nas competições sul-americanas. A entidade proíbe a entrada de elementos com mensagens ofensivas, discriminatórias, políticas ou religiosas.
O estádio informou depois que adesivos podem ser permitidos, mas que o uso em excesso poderia ser interpretado como panfletagem. A restrição também foi relatada por torcedores na partida entre Fluminense e Palmeiras, na semana passada, e nos jogos entre Botafogo e Chapecoense, no sábado, no Nilton Santos, e Vasco e Boca Juniors, na terça-feira, no Maracanã.
O Botafogo declarou que não existe determinação para limitar os adesivos no Nilton Santos e afirmou que o clube não se envolve em questões políticas.
Em nota, a Secretaria de Estado de Polícia Militar informou que, de acordo com o comando do Bepe, a unidade desconhece o caso e que não partiu dela qualquer ordem ou ação restritiva sobre o uso de adesivos no acesso à partida entre Flamengo e Estudiantes. Questionado se a mesma posição valeria para os outros jogos citados, o Bepe não respondeu até a publicação da reportagem.
Fonte: O Globo