A arqueóloga Tania Andrade Lima, de 81 anos, agradeceu às pessoas que a socorreram após ela ser baleada durante um assalto no Leblon, na Zona Sul do Rio de Janeiro, em outubro. Segundo a vítima, homens que presenciaram a abordagem correram para ajudá-la mesmo diante do risco.
Tania havia sacado dinheiro em uma agência bancária e caminhava em direção ao carro quando foi abordada na Rua General Venâncio Flores. Imagens de câmeras de segurança mostram um homem de boné preto puxando a bolsa e o braço da pesquisadora, que caiu e foi arrastada pela calçada.
De acordo com o sobrinho Antonio Rocha, o assaltante atirou três vezes depois que Tania tentou impedir que ele levasse a bolsa. O criminoso fugiu na garupa de uma motocicleta que o aguardava na rua.
Entre as pessoas que prestaram os primeiros socorros, Tania citou uma pedestre que emprestou o celular, um taxista que fez um garrote em seu braço e outra pessoa que ofereceu um moletom para ajudar a conter o sangramento. Ela também agradeceu aos militares e às equipes médicas e de enfermagem do Hospital Municipal Miguel Couto.
A arqueóloga afirmou que passou por procedimentos em um hospital particular, onde o projétil foi retirado do pescoço e foi realizada uma cirurgia de reconstrução da mama. “Milagrosamente tô viva”, declarou ao RJ2, ao relatar a gratidão pelo atendimento recebido.
Pesquisadora sênior do CNPq e professora aposentada do Departamento de Antropologia do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Tania fundou e coordenou o Programa de Pós-Graduação em Arqueologia da instituição. Em 2023, recebeu o Hypatia Award, tornando-se a segunda mulher brasileira a conquistar o prêmio.
O Museu Nacional divulgou uma nota de solidariedade à professora aposentada e desejou sua recuperação. A instituição também relacionou o episódio ao agravamento da violência no Rio de Janeiro.
Fonte: g1