A arqueóloga Tania Andrade Lima, de 81 anos, agradeceu às pessoas que a socorreram depois de ser baleada durante um assalto no Leblon, na Zona Sul do Rio de Janeiro, em 15 de outubro. Ela foi atingida por três disparos após sacar dinheiro em uma agência bancária.
Em entrevista ao RJ2, Tania afirmou que sente “imensa gratidão” por estar viva e destacou a ajuda recebida de desconhecidos no local do crime. Uma pedestre emprestou o celular, um taxista improvisou um garrote no braço da vítima e outra pessoa cedeu um moletom para conter o sangramento.
Segundo o sobrinho Antonio Rocha, Tania havia retirado uma quantia considerável do banco e seguia para o carro quando foi abordada. Imagens de câmeras de segurança mostram um homem de boné preto correndo em direção à arqueóloga, puxando sua bolsa e arrastando-a pela calçada.
O assaltante fugiu na garupa de uma motocicleta que o aguardava na rua depois que três homens se aproximaram para ajudar a vítima. De acordo com o relato do sobrinho, o criminoso atirou três vezes quando Tania tentou impedir que ele levasse a bolsa.
A arqueóloga recebeu atendimento inicial de pessoas que estavam na região, de militares e da equipe do Hospital Municipal Miguel Couto. Depois, foi encaminhada a um hospital particular, onde passou por procedimento para retirar um projétil do pescoço e por cirurgia de reconstrução da mama.
“Apesar de ter levado três tiros à queima roupa, alguns homens que viram o que estava acontecendo não se intimidaram e correram para me ajudar apesar do perigo”, disse Tania ao telejornal. Ela também agradeceu aos profissionais de saúde que participaram do atendimento e da recuperação.
Tania é pesquisadora sênior do CNPq e professora aposentada do Departamento de Antropologia do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Ela fundou e coordenou o Programa de Pós-Graduação em Arqueologia da instituição, recebeu a Comenda da Ordem do Mérito Cultural em 2006 e, em 2023, tornou-se a segunda mulher brasileira a receber o Hypatia Award.
Em nota, o Museu Nacional manifestou solidariedade à professora aposentada e desejou sua recuperação. A instituição também afirmou que o episódio reforça a preocupação com o agravamento da violência no Rio de Janeiro.
Fonte: g1