A arqueóloga Tania Andrade Lima, de 81 anos, agradeceu às pessoas que a socorreram depois que ela foi baleada durante um assalto no Leblon, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Em entrevista ao RJ2, ela afirmou que está milagrosamente viva e expressou gratidão aos desconhecidos que a ajudaram após o ataque.
Tania contou que pedestres correram para ajudá-la mesmo diante do risco. Uma mulher emprestou o celular, um taxista improvisou um garrote no braço da vítima e outra pessoa ofereceu um moletom para conter o sangramento.
O crime ocorreu depois que a arqueóloga sacou dinheiro em uma agência bancária e caminhava em direção ao carro, na Rua General Venâncio Flores. Imagens de câmeras de segurança registraram um homem de boné preto puxando sua bolsa e seu braço, derrubando-a e arrastando-a pela calçada.
Segundo o sobrinho Antonio Rocha, o assaltante disparou três vezes contra Tania quando ela tentou segurar a bolsa. O criminoso fugiu na garupa de uma motocicleta após a aproximação de três homens.
A vítima também agradeceu aos militares, aos profissionais do Hospital Municipal Miguel Couto e às equipes médicas que participaram do atendimento. Ela passou por um procedimento para retirar um projétil do pescoço e por uma cirurgia de reconstrução da mama.
Pesquisadora sênior do CNPq e professora aposentada do Departamento de Antropologia do Museu Nacional da UFRJ, Tania fundou e coordenou o Programa de Pós-Graduação em Arqueologia da instituição. Em 2023, recebeu o Hypatia Award, sendo a segunda brasileira a conquistar o prêmio.
O Museu Nacional divulgou uma nota de solidariedade à professora aposentada e manifestou preocupação com o episódio de violência ocorrido no Rio. A instituição desejou a Tania uma recuperação plena.
Fonte: g1