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quinta-feira, 22 de outubro de 2026

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SEGURANÇA

Polícia identifica mulher investigada por ofensas raciais contra estudante no metrô de SP

Polícia identifica mulher investigada por ofensas raciais contra estudante na estação Vila Sônia, em São Paulo.

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A Polícia Civil identificou a mulher investigada por ofensas raciais contra um estudante na estação Vila Sônia, da Linha 4-Amarela do metrô de São Paulo, na noite de domingo (18). Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), ela será intimada a prestar esclarecimentos.

Vídeos gravados pelo estudante mostram a mulher repetindo insultos e admitindo ter chamado o rapaz de “preto de bosta”. O episódio ocorreu após uma manifestação de apoiadores de Flávio Bolsonaro (PL) na Avenida Paulista, segundo o relato divulgado pelo g1.

A vítima, identificada como Márcio Ferreira, afirmou que interveio em uma discussão política depois que a mulher teria dirigido ofensas homofóbicas a outras pessoas. De acordo com ele, após ser chamado de termos homofóbicos, começou a filmar a abordagem e se afastou.

Ainda conforme o relato do estudante, a mulher o seguiu pela escada rolante e, na parte superior da estação, passou a acusá-lo de agressão. Em outro trecho da gravação, ela pede que funcionários chamem a polícia e afirma ter familiares negros ao tentar justificar a ofensa.

A SSP informou que a vítima já foi ouvida, assim como os agentes que atenderam à ocorrência, que também foram intimados a prestar declarações. A polícia deve requisitar as imagens das câmeras de segurança da estação para auxiliar na apuração.

O Grupo Especial de Combate aos Crimes Raciais e de Intolerância (Gecradi), do Ministério Público de São Paulo, requisitou a instauração de inquérito policial. O caso é investigado, e não há informação de condenação judicial contra a mulher.

Márcio registrou boletim de ocorrência e disse que pretende tomar as medidas legais cabíveis. A Motiva, concessionária responsável pela Linha 4-Amarela, afirmou que seus agentes atenderam ao desentendimento, acolheram a vítima e repudiaram manifestações de racismo e discriminação.

Fonte: g1

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