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quinta-feira, 22 de outubro de 2026

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ECONOMIA

Meta amplia investimento em IA e cria ações sem direito a voto

Meta eleva a previsão de investimentos para 2026 e anuncia ações sem direito a voto para financiar sua expansão em inteligência artificial.

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A Meta Platforms elevou para entre US$ 135 bilhões e US$ 145 bilhões a previsão de investimentos de capital para 2026 e anunciou a criação de uma nova classe de ações sem direito a voto. As medidas foram divulgadas no balanço trimestral da empresa nesta quarta-feira (21).

A nova classe será distribuída aos atuais acionistas por meio de um dividendo em ações, em uma operação equivalente a um desdobramento na proporção de dois para um. A Meta espera iniciar as negociações dos novos papéis em janeiro.

Segundo a companhia, as ações poderão ser usadas para captar recursos, remunerar funcionários e viabilizar possíveis aquisições. A estrutura também ajudará a manter Mark Zuckerberg no comando da empresa, de acordo com o anúncio.

A receita da Meta cresceu 26% no terceiro trimestre, para US$ 64,6 bilhões, acima da estimativa de US$ 63,3 bilhões. O lucro por ação foi de US$ 3,83, enquanto o lucro total chegou a US$ 9,86 bilhões, mais de três vezes e meia o registrado no mesmo período de 2025.

Zuckerberg afirmou que os investimentos em inteligência artificial estão dando resultado. O executivo citou o agente de IA Muse, usado por mais de 10 milhões de pessoas nos Estados Unidos e no Canadá nas seis primeiras semanas de funcionamento.

A empresa prevê receita entre US$ 73 bilhões e US$ 76 bilhões no quarto trimestre. As ações da Meta subiram mais de 3% no pós-mercado após a divulgação do balanço.

A Meta informou que o número de funcionários caiu 15% em relação ao ano anterior e que pretende reduzir os prejuízos da Reality Labs, sua divisão de hardware. A companhia prevê perdas de até US$ 19 bilhões na unidade em 2026 e de cerca de US$ 15 bilhões em 2027, com a realocação de recursos principalmente para a inteligência artificial.

Fonte: O Globo

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