A Justiça de São Paulo determinou que a Prefeitura faça, em até 10 dias, a demolição emergencial de um prédio abandonado da construtora New Home na Avenida Padres Olivetanos, na Vila Esperança, Zona Leste da capital.
A decisão é do juiz Alberto Carlos Nogueira Costa, da 2ª Vara Cível do Foro Regional da Penha. O magistrado autorizou a contratação emergencial de uma empresa sem licitação e fixou multa diária que pode variar de R$ 5 mil a R$ 100 mil em caso de descumprimento.
Segundo o laudo citado na decisão, a estrutura apresenta vigas sem concretagem, ferragens expostas à corrosão, emendas com amarração considerada duvidosa e risco de deslizamento lateral. O documento concluiu que a recuperação do imóvel seria inviável e recomendou a demolição.
A construção estava abandonada e embargada pela Subprefeitura da Penha. Uma escola infantil vizinha acionou a Justiça após identificar rachaduras e outros danos atribuídos aos riscos da obra, que teria sido fechada por vários meses.
Em nota, a gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) informou que foi notificada da decisão e que o cronograma para a demolição está sendo elaborado. A prefeitura afirmou ainda que a obra foi interditada em setembro e que os pedidos de alvará para o local foram indeferidos em maio de 2025 e julho de 2026.
A New Home também está relacionada ao prédio que desabou na Rua Tequici, na Penha, em 12 de setembro, deixando seis mortos. A Polícia Civil investiga as causas do desabamento e aponta como investigados o engenheiro Cristiano Salgado Vivaqua, a arquiteta Isis de Freitas Rodrigues Brandão e Ronaldo dos Santos Vivaqua; a defesa de Cristiano e Isis nega que eles estejam foragidos e afirma que ambos pretendem colaborar com as apurações.
As construtoras New Home e Hastiforme são alvo de investigações sobre o desabamento e sobre suspeitas de estelionato envolvendo compradores que afirmam não ter recebido os imóveis contratados. A prefeitura determinou a paralisação cautelar de 29 empreendimentos ligados às empresas enquanto realiza vistorias e apura eventuais responsabilidades.
Fonte: g1