A 5ª Vara do Júri de Fortaleza determinou na terça-feira (20) o arquivamento da investigação contra João Munhoz Neto por feminicídio e indução, instigação ou auxílio ao suicídio no caso da morte de Isabelle Caracristi, encontrada morta em um condomínio da capital cearense em 13 de setembro.
A decisão seguiu pedido do Ministério Público do Ceará (MPCE), que apontou não haver elementos suficientes para demonstrar dolo de matar ou participação deliberada de Munhoz no suicídio. O juiz Wyrllenson Flavio Barbosa Soares concluiu que não havia justa causa para a abertura de ação penal por crime doloso contra a vida.
Com o arquivamento, o processo foi encaminhado aos Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Fortaleza, que deverão analisar as acusações remanescentes de violência psicológica contra a mulher e fraude processual. Munhoz continua respondendo em liberdade e deve usar tornozeleira eletrônica.
Segundo o inquérito policial, concluído em 30 de setembro, Isabelle, de 22 anos, morreu após uma queda que foi considerada voluntária. A investigação reuniu 17 laudos periciais e ouviu 29 pessoas, entre familiares, amigos, colegas de trabalho, moradores e funcionários do condomínio.
João Munhoz foi preso em 22 de setembro por suspeitas relacionadas à investigação e deixou o presídio em Aquiraz no dia 1º de outubro, após a prisão preventiva ser revogada. A Polícia Civil o indiciou por violência psicológica e fraude processual, mas não por indução ao suicídio.
A defesa afirmou que a decisão confirma o arquivamento das acusações de feminicídio e indução ao suicídio e declarou que continuará trabalhando para demonstrar a inocência de Munhoz também nos crimes remanescentes. Os advogados negaram que ele tenha tentado obstruir as investigações e contestaram a acusação de violência psicológica.
Fonte: g1 Ceará