O Ministério Público do Ceará (MPCE) denunciou cinco homens pelo assassinato da vereadora Jucely Alves Arrais, conhecida como Cely Arrais, morta a tiros em 21 de fevereiro de 2017, no distrito de Bom Nome, zona rural de Aiuaba.
Segundo a denúncia, o crime teria sido motivado por conflitos familiares, políticos e econômicos. A acusação foi baseada em imagens de câmeras de segurança e em dados extraídos de celulares apreendidos com supostos envolvidos.
Foram denunciados Antônio Eldo Nogueira de Sousa, Francisco Elton da Silva Sousa, Antônio Neves Pereira, Francisco André Gonçalves Feitosa e Antônio de Araújo Chaves Neto. As acusações incluem homicídio qualificado e, para parte do grupo, integração de organização criminosa armada.
De acordo com o MPCE, a morte de Cely teria sido uma retaliação relacionada ao assassinato de Marcos Antônio Solano Feitosa, conhecido como Marcos Baladeira, ocorrido em outubro de 2016. A denúncia também cita um contexto de disputas entre famílias rivais na região.
Cely tinha 35 anos quando foi baleada dentro da casa onde morava, em uma fazenda. Ela foi socorrida para um hospital em Pio IX, no Piauí, mas não resistiu aos ferimentos.
O caso ocorreu após uma sequência de homicídios envolvendo pessoas ligadas às famílias mencionadas na denúncia. Entre os episódios citados estão as mortes do vereador José Valmir de Sousa, cunhado de Cely, em 2016, e de Jeleudy Arrais, irmão da vereadora, e Francisco Alves de Sousa, companheiro dela, em 2017.
As defesas dos cinco denunciados não foram localizadas pela reportagem. A denúncia ainda não representa condenação, e a responsabilidade dos acusados deverá ser analisada pela Justiça.
Fonte: g1