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quinta-feira, 22 de outubro de 2026

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Influenciadora trans relata abusos após detenção no Egito

Influenciadora brasileira relata abusos após ser detida no Egito com uma amiga trans; polícia diz que elas publicaram vídeos ofensivos.

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A influenciadora brasileira Mariana Alves, conhecida como Malévola, afirmou nesta quinta-feira (22) que foi humilhada e sofreu abusos policiais durante a detenção no Egito. Em vídeos e mensagens publicados nas redes sociais, ela disse que a amiga Bruna Mercatelli também foi vítima e relacionou o episódio ao fato de ambas serem mulheres trans.

Segundo Malévola, as duas foram levadas a uma delegacia em Alexandria após serem acusadas de comportamento obsceno em vias públicas. Ela relatou que teve crises de pânico, ansiedade e depressão depois de deixar a prisão.

A influenciadora afirmou ainda que policiais teriam determinado que ela ficasse nua e que as duas foram abusadas por diversos agentes. As declarações são acusações feitas por Malévola; não há, no material disponível, confirmação independente sobre os abusos.

A polícia egípcia informou que as brasileiras foram detidas após gravarem e publicarem vídeos considerados ofensivos pelas autoridades. Segundo a versão policial, elas teriam feito gestos de cunho sexual e assediado pessoas em locais públicos.

Malévola e Bruna foram soltas na quarta-feira (21), depois do pagamento de fiança, e deverão responder ao processo em liberdade. A defesa informou que o valor ficou entre 20 mil e 40 mil libras egípcias, aproximadamente R$ 2 mil a R$ 4 mil, e que o telefone de Malévola permaneceu apreendido.

O advogado Jonatha Carvalho Matos afirmou que pretende acionar o Itamaraty e avaliar medidas perante organismos internacionais para apurar as denúncias de transfobia e abuso policial. A Embaixada do Brasil no Cairo e advogados egípcios acompanharam o caso, de acordo com as informações divulgadas.

O Egito possui normas que punem atos considerados escandalosos em público e a publicação de material contrário à moral pública. A defesa das influenciadoras afirmou que continuará acompanhando o processo conforme a legislação local e os tratados internacionais aplicáveis.

Fonte: g1

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