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quinta-feira, 22 de outubro de 2026

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Guatemala condena sete ex-policiais por tortura e execução de casal gay

Tribunal da Guatemala condena sete ex-policiais a até 60 anos pela execução extrajudicial de um casal gay em 2024.

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Um tribunal da Guatemala condenou, em 22 de outubro de 2026, sete ex-policiais a penas de até 60 anos de prisão pela execução extrajudicial de um casal gay em San Andrés Itzapa, no oeste do país. As vítimas eram o guatemalteco Eldin Choc, de 28 anos, e o salvadorenho-canadense Milton Santamaría, de 45.

Segundo o promotor Marco Escobar, os dois foram detidos em 18 de abril de 2024 após um desentendimento em uma loja e levados à delegacia local. De acordo com a acusação, os agentes os espancaram, torturaram e executaram por preconceito e após proferirem expressões homofóbicas.

Para encobrir o crime, Santamaría foi levado a um hospital, enquanto o corpo de Choc foi encontrado dias depois em uma ravina, com uma das mãos mutilada. Os policiais afirmaram que as vítimas haviam morrido em um acidente de trânsito.

Edy Vásquez, que era chefe da polícia de Itzapa, recebeu pena de 60 anos, assim como outro ex-agente. Um terceiro acusado foi condenado a 30 anos por execução extrajudicial. Duas ex-policiais receberam 11 anos por descumprimento de deveres e discriminação, e outros dois réus foram condenados a oito e dez anos por crimes como detenção ilegal, abuso de autoridade e obstrução da ação penal.

Uma das principais provas do processo foram gravações de áudio feitas durante as torturas por uma agente que denunciou o caso a superiores. Em 2025 e 2026, dois bombeiros também foram condenados a um e três anos de prisão, respectivamente, após confessarem que ajudaram a encobrir que Santamaría já estava morto quando chegou ao hospital.

Henry Choc, irmão de Eldin, disse estar satisfeito com a condenação. Abraham Abrego, diretor jurídico da organização Cristosal, afirmou que era importante evitar a impunidade e classificou o caso como um crime motivado por preconceito.

A Anistia Internacional e três organizações locais disseram que o caso se soma a outros crimes de ódio contra pessoas LGBTQIAPN+ na Guatemala. O crime de ódio não é tipificado na legislação do país, segundo a Associação Lambda.

Fonte: O Globo

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