Eva Gretzmacher, suíça de 76 anos, e Claudia Abbt, austríaca de 69, foram libertadas após mais de um ano em cativeiro na Líbia. Sequestradas separadamente em Agadez, no norte do Níger, elas foram entregues às autoridades em Benghazi, no leste do país.
Gretzmacher foi sequestrada em janeiro de 2025, enquanto Abbt foi levada em abril do mesmo ano. As duas viviam e trabalhavam havia vários anos em Agadez; a suíça atuava em projetos de assistência humanitária, e a austríaca trabalhava como agente comunitária.
Imagens divulgadas pela emissora líbia al-Masar TV mostram as mulheres entrando em uma ambulância e recebendo atendimento médico. Em francês, elas agradeceram a Khalifa Haftar, comandante militar do leste da Líbia, e a seu filho, Saddam Haftar, pela libertação.
As circunstâncias da operação e a identidade dos sequestradores não foram divulgadas. Relatos anteriores chegaram a relacionar os casos a militantes do Estado Islâmico, mas essa ligação não foi confirmada.
Autoridades líbias informaram que as mulheres seriam entregues a representantes de seus respectivos países após a conclusão dos procedimentos necessários. Segundo o veículo independente Air Info Agadez, um avião deveria deixar Benghazi na quinta-feira para levá-las à Europa, com previsão de escala em Viena antes do destino final na Suíça.
Fonte: O Globo