A Serasa Experian identificou cerca de 2,86 milhões de tentativas de fraude de identidade no Brasil no primeiro semestre de 2026, alta de 32,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. O levantamento foi apresentado em discussão sobre critérios para a escolha de plataformas de identificação e prevenção a fraudes no onboarding digital.
Segundo a empresa, agosto concentrou 505,8 mil tentativas, número 28% superior ao registrado no mesmo mês de 2025. A estimativa equivale a uma ocorrência a cada 5,3 segundos.
O onboarding digital reúne procedimentos usados para confirmar a identidade de uma pessoa durante a abertura de contas, contratação de serviços ou realização de cadastros pela internet. Entre os recursos empregados estão a validação de documentos, a biometria facial e a prova de vida, conhecida como liveness.
A análise também pode considerar informações do dispositivo utilizado, como características do aparelho, localização, contexto do acesso e histórico de uso. A combinação desses sinais permite ajustar o nível de verificação ao risco identificado em cada interação, de acordo com a Serasa Experian.
A empresa afirma que o excesso de etapas pode gerar abandono, demora e bloqueio de usuários legítimos. Por isso, recomenda acompanhar indicadores como taxa de aprovação, volume de análises manuais, tempo de conclusão do cadastro e ocorrência de falsos positivos.
Como exemplo, a Serasa Experian cita o Banco de Brasília (BRB), que combinou soluções de conheça seu cliente (KYC), validação documental, biometria, prova de vida, análise de dispositivos e orquestração. Segundo os dados divulgados pela empresa, o projeto reduziu em 86,2% os cadastros encaminhados para análise manual, diminuiu o tempo de abertura de contas de até duas horas para menos de 15 minutos e elevou a taxa de aprovação para 85%.
A Serasa Experian também apresenta o IDPass, solução que reutiliza, mediante consentimento, dados e documentos previamente validados. De acordo com a empresa, nove em cada dez usuários podem ser aprovados instantaneamente, sem preencher formulários extensos ou fotografar novamente os documentos.
A integração da idwall ao ecossistema da Serasa Experian, ainda segundo a companhia, amplia a combinação de sinais de identidade e risco durante o processo. A proposta é aplicar verificações adicionais quando houver indícios de risco e reduzir etapas quando a identidade já estiver validada.
Fonte: G1