Pesquisa Quaest divulgada nesta quinta-feira (22) aponta que o fim da escala 6x1 e as notícias sobre o Banco Master tiveram mais influência na definição do voto para presidente no primeiro turno do que o aumento do Bolsa Família.
Segundo o levantamento, 17% dos entrevistados apontaram o fim da escala 6x1 como a notícia mais importante para a escolha do voto. As denúncias sobre o envolvimento de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) com o caso Master foram citadas por 14%, enquanto as suspeitas envolvendo políticos e a instituição financeira foram mencionadas por 13%.
A proibição das bets, dos sites de apostas e dos cassinos online foi considerada a notícia mais relevante por 11% dos entrevistados. A polêmica sobre a retirada do título de Padroeira de Nossa Senhora apareceu com 8% das citações.
O aumento do Bolsa Família foi apontado por 7% como a notícia mais importante para a decisão do voto, mesmo percentual dos que não souberam ou não responderam. A medida teve maior impacto entre eleitores do Nordeste, pessoas com Ensino Fundamental e entrevistados com renda de até dois salários mínimos, alcançando 11% em cada grupo.
Outros 23% disseram que nenhuma das notícias listadas foi decisiva. De acordo com a Quaest, as informações serviram principalmente para reforçar a escolha de um candidato já definido: esse efeito foi relatado por 85% dos que citaram o fim da escala 6x1 ou o aumento do Bolsa Família e por 78% dos que mencionaram a proibição das bets.
Entre os eleitores que declararam voto em Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 25% citaram a defesa do fim da escala 6x1 como a notícia mais importante. Entre os apoiadores de Flávio Bolsonaro (PL), 23% apontaram as denúncias sobre ministros do STF e o Banco Master.
O caso Master também apareceu entre os fatores que levaram parte dos entrevistados a mudar de voto. Oito por cento disseram ter alterado a escolha após notícias sobre a relação de políticos com a instituição, e 6% fizeram o mesmo por causa de informações sobre ministros do STF. A proibição das bets levou 7% a mudar de voto, enquanto o fim da escala 6x1 e a polêmica de Nossa Senhora tiveram 5% cada.
Contratada pelo GLOBO e pela TV Globo, a pesquisa ouviu presencialmente 2.154 pessoas em entrevistas domiciliares entre 17 e 20 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado na Justiça Eleitoral sob o código BR-08535/2026.
Fonte: O Globo