Pesquisa Quaest divulgada nesta quinta-feira, 22 de outubro, aponta que o fim da escala 6x1 e as denúncias relacionadas ao Banco Master influenciaram mais o voto para presidente no primeiro turno, realizado em 4 de outubro, do que o aumento do Bolsa Família.
Segundo o levantamento, 17% dos entrevistados apontaram o fim da escala 6x1 como a notícia mais importante para definir o voto. As denúncias sobre supostos vínculos de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) com o Banco Master foram citadas por 14%, enquanto as suspeitas envolvendo políticos e a instituição financeira apareceram para 13%.
A proibição das bets, dos sites de apostas e dos cassinos online foi mencionada por 11%. A polêmica sobre a retirada do título de Padroeira de Nossa Senhora foi apontada por 8%, e o aumento do Bolsa Família, por 7% — mesmo percentual dos que não souberam ou não responderam.
Para 23% dos entrevistados, nenhuma das notícias listadas foi decisiva para a escolha. O aumento do Bolsa Família teve maior peso entre eleitores do Nordeste, pessoas com Ensino Fundamental e entrevistados com renda de até dois salários mínimos, com percentuais de 11%, 10% e 11%, respectivamente.
Entre os eleitores que declararam voto em Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno, 25% apontaram a defesa do fim da escala 6x1 como a notícia mais importante. Entre os apoiadores de Flávio Bolsonaro (PL), 23% citaram as denúncias envolvendo ministros do STF e o Banco Master.
A pesquisa indica ainda que as notícias serviram principalmente para reforçar uma escolha já feita. Esse efeito foi citado por 85% dos entrevistados que mencionaram o fim da escala 6x1 ou o aumento do Bolsa Família e por 78% dos que apontaram a proibição das bets.
O caso Banco Master também aparece entre os fatores que mais levaram a mudanças de voto, embora com efeito minoritário. Oito por cento disseram ter alterado a escolha após as notícias sobre políticos e a instituição, e 6% fizeram o mesmo por causa das denúncias envolvendo ministros do STF. A proibição das bets levou 7% a mudar de voto, enquanto o fim da escala 6x1 e o caso de Nossa Senhora foram citados por 5% cada.
Contratado pelo GLOBO e pela TV Globo, o levantamento ouviu presencialmente 2.154 pessoas entre 17 e 20 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%, e o registro na Justiça Eleitoral é BR-08535/2026.
Fonte: O Globo