A Anatel e tribunais federais suspenderam temporariamente o acesso externo a sistemas digitais após a identificação de duas falhas críticas de segurança no PHP, linguagem usada em milhões de sites. O governo federal emitiu um alerta na quarta-feira (21) para que órgãos públicos atualizem imediatamente o software ou retirem do ar sistemas vulneráveis.
As vulnerabilidades podem permitir que invasores assumam o controle de servidores sem usar login ou senha. Uma atualização já está disponível para corrigir os problemas.
Na Justiça Federal, os Tribunais Regionais Federais da 1ª, 4ª e 6ª Regiões confirmaram medidas preventivas envolvendo o Sistema Eletrônico de Informações (SEI) e, no caso do TRF6, também o sistema de processo judicial eletrônico. O TRF1 informou que não havia previsão para o restabelecimento do acesso externo ao SEI.
A Anatel também restringiu temporariamente o acesso externo ao SEI e a outros serviços disponíveis na internet. Segundo a agência, a medida busca proteger os sistemas e as informações institucionais durante as avaliações técnicas.
O Centro Integrado de Segurança Cibernética do Governo Digital (CISC) divulgou o alerta, e o Gabinete de Segurança Institucional informou ter orientado gestores de tecnologia da Administração Pública Federal a atualizar os sistemas. O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos afirmou que os órgãos foram comunicados para retirar temporariamente do ar serviços desenvolvidos em PHP.
O PHP é uma linguagem de programação de código aberto usada no desenvolvimento de sites e em plataformas como WordPress e Moodle. De acordo com especialistas ouvidos pelo g1, ainda não havia relatos de grandes impactos no Brasil até a publicação da reportagem.
As falhas também levaram organizações de outros países a desligar ou restringir sistemas. Segundo o g1, autoridades de segurança dos Estados Unidos e da França recomendaram correções imediatas após a identificação das vulnerabilidades.
As vulnerabilidades foram reportadas inicialmente em agosto por empresas de segurança e pela OpenAI, de forma independente. A empresa Wiz posteriormente informou ter identificado outras maneiras de explorar os problemas com auxílio de modelos de inteligência artificial.
Fonte: g1