Christa Pike, condenada à morte nos Estados Unidos, voltou a falar em frases completas e apresentou melhora na mobilidade pouco mais de três semanas após sobreviver a uma tentativa de execução por injeção letal no Tennessee. A atualização foi divulgada por seus advogados na quarta-feira.
Pike, de 50 anos, recebeu duas doses de pentobarbital em 30 de setembro, mas o procedimento foi interrompido quando as autoridades constataram que ela continuava viva. Segundo a defesa, a detenta também caminha melhor e precisa de menos ajuda.
Profissionais de saúde continuam monitorando as funções cognitivas e o estado psicológico da condenada. Um dos advogados afirmou que pode levar mais de um mês para avaliar a extensão de possíveis consequências permanentes.
A tentativa de execução ocorreu na penitenciária de segurança máxima Riverbend, em Nashville. Pike foi levada de ambulância a um hospital e permaneceu internada até 10 de outubro, quando recebeu alta e retornou à prisão.
Durante a internação, ela teve complicações como um coágulo sanguíneo no braço, pneumonia e forte inchaço nas mãos. Em 6 de outubro, os advogados disseram que Pike havia recuperado a consciência e voltado a falar, após receberem informações de que ela estaria com morte cerebral e seria retirada do suporte de vida.
Pike foi condenada pelo assassinato de Colleen Slemmer, sua colega de 19 anos, em um crime cometido em 1995, quando tinha 18 anos. A vítima foi torturada e morta em uma área arborizada do campus da Universidade do Tennessee, em Knoxville, e a sentença de morte foi aplicada no ano seguinte.
Após a execução frustrada, o governador do Tennessee, Bill Lee, suspendeu as execuções previstas até o fim de 2026 e determinou uma investigação independente. Frank Strada, responsável pelo Departamento de Correção estadual, anunciou que deixaria o cargo durante a apuração.
Os advogados pedem que Lee transforme a pena de morte em prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional. A defesa afirma que Pike sofreu um nível de dor e trauma sem precedentes durante o procedimento.
Fonte: O Globo