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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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COTIDIANO

Celular amplia desafios na relação entre adolescentes e famílias

Reportagem mostra como celulares e redes sociais afetam a convivência, a autoestima e o diálogo entre adolescentes e suas famílias.

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Reportagem do Fantástico publicada em 22 de outubro de 2026 mostra como o uso intenso de celulares e redes sociais tem afetado a convivência, a autoestima e o diálogo entre adolescentes e suas famílias.

Especialistas ouvidos pela série Essa Tal de Adolescência afirmam que a pandemia agravou o isolamento social de jovens ao interromper experiências importantes de convivência justamente durante a transição para a adolescência.

Em Recife, um projeto social que atende adolescentes há 25 anos mantém os celulares desligados durante as atividades. A iniciativa busca estimular encontros presenciais e fortalecer vínculos entre os participantes.

A reportagem também apresenta famílias que veem o celular como uma forma de proteção diante da violência nas comunidades. Em um dos relatos, uma mãe diz que o filho passa entre seis e sete horas por dia no aparelho.

Em uma escola do Rio de Janeiro, estudantes produziram um curta-metragem sobre o distanciamento entre uma mãe e a filha adolescente. Segundo as autoras, a obra foi inspirada nas dificuldades de comunicação vividas por jovens dentro de casa.

As redes sociais aparecem ainda como fonte de pressão por aceitação e de comparação com padrões de aparência. Especialistas ouvidos pela série alertam que o uso frequente de filtros pode contribuir para problemas relacionados à imagem corporal e à saúde mental, embora os efeitos dependam da realidade de cada adolescente.

Para enfrentar os conflitos, os entrevistados defendem que pais e responsáveis combinem limites para o uso das telas com escuta, acolhimento e espaços de conversa. A proposta é preservar a convivência familiar sem ignorar a presença da tecnologia na vida dos jovens.

Fonte: g1

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