O carro usado por Luís Fernando Rodrigues dos Santos, de 28 anos, morto durante uma perseguição policial em Botafogo, na Zona Sul do Rio, foi identificado nas proximidades de pelo menos 14 ocorrências de roubos e furtos entre abril e 22 de setembro, segundo relatórios da Civitas, central de inteligência da Prefeitura do Rio.
De acordo com a Civitas, o veículo recebeu 19 alertas das câmeras municipais na manhã de quarta-feira (21), antes da perseguição que terminou na Rua São Clemente. O primeiro registro ocorreu às 9h16, no Centro, e o último, às 10h38, em Botafogo.
Segundo a Polícia Civil, Luís Fernando era investigado por suspeita de participação em uma quadrilha especializada em roubos na Zona Sul. A corporação afirma que ele foi identificado durante a apuração da tentativa de latrocínio contra a arqueóloga e professora aposentada Tania Andrade Lima, de 80 anos, baleada durante um assalto no Leblon na semana anterior.
A polícia também informou que o carro teria dado apoio logístico ao crime contra a idosa. A investigação ainda apura a participação de outros envolvidos e eventual relação do grupo com roubos ocorridos na região.
Imagens de câmeras de segurança mostram o veículo preto sendo perseguido por três viaturas da Polícia Civil. Durante a fuga, o carro bateu na traseira de outro automóvel e, em seguida, foram ouvidos disparos.
Luís Fernando foi retirado do veículo pelos agentes e levado ao Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea, mas não resistiu. Segundo os investigadores, ele teria reagido à abordagem e atirado contra os policiais.
Uma mulher que estava no carro foi atingida por estilhaços e prestou depoimento. A perícia foi realizada no local, e a Polícia Civil investiga as circunstâncias do confronto.
O ataque contra Tania ocorreu em 15 de outubro, na Avenida General Venâncio Flores, depois que ela sacou dinheiro em uma agência bancária. A vítima reagiu ao assalto e foi atingida por três tiros.
Fonte: g1