O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), restabeleceu a demissão do tenente da Polícia Militar Henrique Otávio Oliveira Velozo, acusado de matar o campeão mundial de jiu-jítsu Leandro Lo, em agosto de 2022. O novo decreto foi publicado na terça-feira (20).
A medida encerra, por enquanto, o efeito da decisão que havia permitido a reintegração temporária do policial à corporação. Com a demissão novamente em vigor, Velozo deixa os quadros da PM e perde o direito à remuneração como integrante da instituição.
A defesa havia recorrido da primeira demissão, publicada em setembro de 2025, sob o argumento de que a exclusão definitiva só poderia ocorrer após o trânsito em julgado do processo. Uma decisão judicial chegou a suspender a punição e determinou a reintegração do tenente, que voltou a receber salário bruto mensal de cerca de R$ 14,6 mil.
Segundo o governo paulista, uma nova decisão judicial autorizou o restabelecimento da demissão antes do trânsito em julgado do acórdão do Tribunal de Justiça Militar no processo do Conselho de Justificação. O decreto de Tarcísio tornou sem efeito o ato que havia suspendido a punição anterior.
O Tribunal de Justiça Militar havia considerado Velozo indigno para o oficialato e determinado a perda do posto e da patente. Em fevereiro de 2026, o Tribunal de Justiça de São Paulo manteve a demissão e entendeu que eventuais recursos aos tribunais superiores não impediam a execução imediata da medida administrativa.
Na esfera criminal, Velozo foi absolvido pelo Tribunal do Júri de São Paulo no fim de 2025. Os jurados acolheram a tese de legítima defesa. A decisão administrativa, porém, foi mantida com base na avaliação disciplinar e funcional feita pela Justiça Militar.
Leandro Lo foi baleado na cabeça dentro de um clube na capital paulista. O policial foi acusado de efetuar o disparo e, segundo informações do processo disciplinar, também foi questionado por não ter comunicado imediatamente o caso aos superiores e por deixar o local antes de se apresentar.
A defesa do tenente foi procurada e, segundo a reportagem original, não havia se manifestado até a publicação. Fonte:g1