O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), restabeleceu nesta terça-feira (20) a demissão do tenente da Polícia Militar Henrique Otávio Oliveira Velozo, acusado de efetuar o disparo que matou o campeão mundial de jiu-jítsu Leandro Lo, em agosto de 2022.
A medida foi publicada após uma decisão judicial permitir a execução da perda do posto e da patente antes do trânsito em julgado do acórdão do Tribunal de Justiça Militar. Com isso, o decreto que havia suspendido a demissão anterior foi tornado sem efeito.
Velozo havia sido demitido em setembro de 2025, mas conseguiu na Justiça uma liminar para ser reintegrado à corporação e voltar a receber salário bruto mensal de cerca de R$ 14,6 mil. A nova decisão interrompe novamente o vínculo funcional e o pagamento como integrante da PM.
O policial foi absolvido pelo Tribunal do Júri de São Paulo no fim de 2025. Os jurados entenderam que ele agiu em legítima defesa. A decisão administrativa, porém, ocorreu em processo disciplinar separado da ação criminal.
Segundo decisões judiciais mencionadas no caso, o Tribunal de Justiça Militar considerou Velozo indigno para o oficialato e determinou a perda do posto e da patente. O entendimento adotado foi o de que a demissão, nesse cenário, constitui ato administrativo vinculado e pode ser executada antes do julgamento definitivo de eventuais recursos aos tribunais superiores.
Em dezembro de 2025, o Comando-Geral da PM já havia afastado Velozo das atividades policiais e proibido o uso do uniforme enquanto o caso era analisado. A defesa sustentou que a exclusão definitiva só poderia ocorrer após o esgotamento dos recursos.
O caso teve origem em uma ocorrência dentro de um clube na capital paulista. A Polícia Militar também considerou irregular a conduta posterior atribuída ao oficial, que não teria comunicado imediatamente o episódio aos superiores e deixou o local antes de se apresentar.
Fonte: g1