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quarta-feira, 21 de outubro de 2026

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ECONOMIA

SpaceX mais que dobra receita no 3º trimestre em meio a possível fusão com a Tesla

SpaceX registra receita de US$ 14,58 bilhões no terceiro trimestre, enquanto Musk avalia possível fusão com a Tesla.

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A SpaceX, empresa aeroespacial de Elon Musk, registrou receita de US$ 14,58 bilhões no terceiro trimestre de 2026, encerrado em 30 de setembro, segundo balanço divulgado nesta terça-feira (20). O valor representa alta de 161% em relação ao mesmo período do ano anterior.

A empresa também informou lucro de US$ 4,4 bilhões, ante prejuízo de US$ 1,1 bilhão no terceiro trimestre de 2025. Os resultados superaram as estimativas de analistas, impulsionados principalmente pelo crescimento das operações ligadas à inteligência artificial.

A divulgação ocorreu em meio a discussões sobre uma possível fusão entre a SpaceX e a Tesla, montadora também comandada por Musk. O bilionário afirmou considerar a combinação uma boa ideia, mas disse que a decisão cabe aos comitês especiais das duas companhias e que não participa das conversas por ter conflito de interesses.

A receita relacionada à inteligência artificial cresceu 830% no período, para US$ 7,6 bilhões. O valor está ligado principalmente ao aluguel de capacidade computacional em data centers para empresas como Anthropic, Google e Reflection AI, e não à venda de modelos próprios.

Apesar do avanço da receita, a unidade de inteligência artificial ainda registra prejuízos elevados e deve continuar exigindo investimentos para alcançar lucratividade consistente. A SpaceX destinou US$ 16,4 bilhões a investimentos no trimestre e indicou que o volume deve permanecer próximo desse nível no futuro imediato.

A Starlink, divisão de internet via satélite da SpaceX, alcançou 13,6 milhões de assinantes no terceiro trimestre. A receita média mensal por usuário, porém, caiu de US$ 99 em 2023 para US$ 69, movimento atribuído à oferta de planos mais baratos e à expansão para mercados com menor poder aquisitivo.

O desenvolvimento da Starship continua sendo uma das principais fontes de custos e incertezas da companhia. O foguete ainda não opera comercialmente, mas é considerado estratégico para ampliar a capacidade de lançamento de satélites, apoiar a expansão da Starlink e, futuramente, viabilizar estruturas de computação em órbita.

Fonte: g1

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