A SpaceX registrou receita de US$ 14,58 bilhões no terceiro trimestre de 2026, alta de 161% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo balanço divulgado pela empresa em 20 de outubro. O resultado foi apresentado enquanto avançam discussões sobre uma possível fusão com a Tesla, também controlada por Elon Musk.
A companhia informou lucro de US$ 4,4 bilhões entre julho e setembro, ante prejuízo de US$ 1,1 bilhão no terceiro trimestre de 2025. O desempenho superou as estimativas de analistas, impulsionado principalmente pelo crescimento das operações relacionadas à inteligência artificial.
A receita da área de IA aumentou 830% e alcançou US$ 7,6 bilhões. Segundo a empresa, o valor está ligado sobretudo ao aluguel de capacidade computacional em data centers para companhias como Anthropic, Google e Reflection AI, e não à venda de modelos próprios de inteligência artificial.
Musk afirmou que considera a fusão entre SpaceX e Tesla uma boa ideia, mas disse que a decisão cabe aos comitês especiais das duas empresas. Como tem conflito de interesses por ser acionista e executivo de ambas, ele declarou que não participa das discussões.
A SpaceX também destinou US$ 16,4 bilhões a investimentos no trimestre e indicou que o volume deve permanecer em nível semelhante no futuro próximo. A companhia alertou, porém, que a unidade de IA ainda exigirá aportes contínuos até alcançar lucratividade consistente.
A Starlink, divisão de internet via satélite da SpaceX, chegou a 13,6 milhões de assinantes no trimestre. A expansão da base ocorreu ao mesmo tempo em que a receita média mensal por usuário caiu para US$ 69, em parte pela oferta de planos mais baratos e pela entrada da empresa em mercados com menor poder aquisitivo.
O desenvolvimento da Starship e a ampliação da cobertura, da capacidade da rede e dos serviços de comunicação direta com dispositivos continuam exigindo investimentos elevados. A atividade de lançamentos do foguete Falcon permanece robusta, mas a receita do segmento espacial pode variar conforme a combinação de missões próprias, contratos comerciais e acordos governamentais.
Fonte: g1