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quarta-feira, 21 de outubro de 2026

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Jornal Diário do Povo

SEGURANÇA

Polícia reúne 32 inquéritos sobre clínicas de estética em Laranjeiras

Polícia investiga 32 casos ligados a clínicas de estética em Laranjeiras, incluindo três mortes e relatos de sequelas após cirurgias.

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A Polícia Civil do Rio de Janeiro já instaurou 32 inquéritos para apurar procedimentos realizados em duas clínicas de estética do Grupo Celita Toledo, em Laranjeiras, na Zona Sul da capital. Outras três mulheres procuraram a Delegacia Especial de Crimes contra o Consumidor nesta quarta-feira (21), após uma operação interditar três salas cirúrgicas das unidades.

A investigação apura a morte de três pacientes e relatos de mulheres que teriam ficado com sequelas e cicatrizes permanentes após cirurgias. Segundo a polícia, três prontuários de pacientes ainda não foram localizados.

As clínicas Ênio Serra e Laranjeiras Plastic Day funcionam no mesmo endereço. Durante a operação, os agentes encontraram medicamentos vencidos e prenderam em flagrante a enfermeira responsável pelo centro cirúrgico, Evani Ferreira do Nascimento, e a diretora administrativa e responsável pelo almoxarifado, Carla dos Santos Alves.

As duas funcionárias foram liberadas após o pagamento de fiança de R$ 3 mil cada. No mesmo dia, pacientes fizeram um protesto em frente à clínica. Havia 15 cirurgias previstas para ocorrer nas unidades, mas os procedimentos foram suspensos por causa da interdição.

A polícia investiga as mortes de Isabely dos Santos Viana, de 42 anos, que sofreu três paradas cardíacas durante uma cirurgia; Jéssica Conceição da Cruz, de 32, que morreu após permanecer dois meses internada com uma infecção generalizada; e Sandra Coutinho Caldas, de 59, também vítima de infecção generalizada, segundo a investigação.

Outro ponto apurado é a possível atuação de médicos sem especialização em cirurgia plástica. De acordo com o delegado Wellington Vieira, um anestesista que participou de um procedimento associado à morte de uma paciente era médico residente e teria trabalhado sem a supervisão de um preceptor.

As unidades são investigadas há cerca de seis meses e já foram fiscalizadas pelo Conselho Regional de Medicina e pela Vigilância Sanitária. Em agosto, um sócio e um médico peruano sem registro profissional chegaram a ser detidos em uma operação da Delegacia do Consumidor, mas foram liberados depois de prestar depoimento.

O delegado orientou pacientes que já pagaram por cirurgias canceladas a procurar o setor administrativo das clínicas para solicitar o ressarcimento.

Em nota, o Grupo Celita Toledo afirmou que acompanha as apurações com seriedade, colabora com as autoridades e disponibilizou documentos solicitados. O grupo também declarou que não é possível antecipar conclusões ou atribuir responsabilidades antes do fim das investigações.

Fonte: G1

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