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quarta-feira, 21 de outubro de 2026

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MUNDO

ONU alerta que mundo caminha para aquecimento de 2,6 °C

Relatório do Pnuma aponta que o mundo pode aquecer 2,6 °C até 2100 mesmo com o cumprimento das metas climáticas atuais.

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A Organização das Nações Unidas (ONU) alertou nesta quarta-feira, 21 de outubro de 2026, que o mundo pode registrar aquecimento de até 2,6 °C acima dos níveis pré-industriais até 2100, mesmo que os países cumpram seus compromissos climáticos mais recentes.

A projeção está no Relatório sobre a Lacuna de Emissões 2026, elaborado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma). O estudo aponta que as metas atuais permanecem distante do objetivo do Acordo de Paris, que prevê limitar o aquecimento a bem menos de 2 °C e buscar 1,5 °C.

Segundo o relatório, as emissões globais de gases de efeito estufa em 2025 ficaram praticamente no mesmo nível do recorde registrado em 2024. O documento afirma que a possibilidade de limitar o aquecimento a 1,5 °C foi perdida por décadas de ações insuficientes.

Para haver 50% de chance de alcançar esse limite até 2100, as emissões teriam de cair 6% ao ano, todos os anos, até 2035. O cenário também exigiria que o aquecimento atingisse no máximo 1,8 °C em 2050 e a remoção de grandes quantidades de dióxido de carbono da atmosfera.

O relatório estima que o planeta já aqueceu aproximadamente 1,4 °C em relação à era pré-industrial e que o limite de 1,5 °C pode ser ultrapassado nos próximos anos. Os cientistas afirmam que cada fração adicional de aquecimento aumenta o risco de eventos extremos e de mudanças irreversíveis, como a perda de recifes de coral e o derretimento de geleiras.

Entre os seis maiores emissores, dados preliminares de 2025 indicaram aumento das emissões nos Estados Unidos, na Indonésia e na China, e redução na Índia, na Rússia e na União Europeia. Nos Estados Unidos, o crescimento foi de 133 megatoneladas de dióxido de carbono equivalente, impulsionado pela maior demanda por eletricidade e pelo uso de carvão na geração de energia.

A secretária executiva do Pnuma, Inger Andersen, afirmou que nenhum país está protegido das mudanças climáticas, incluindo os Estados Unidos. O secretário-geral da ONU, António Guterres, disse que as consequências incluem mortes, prejuízos econômicos e aumento das desigualdades.

Países em desenvolvimento vulneráveis às mudanças climáticas acusam os maiores emissores de abandonar as metas do Acordo de Paris. A discussão deve ganhar destaque na COP31, marcada para ocorrer na Turquia entre 9 e 20 de novembro.

Fonte: O Globo

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