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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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ECONOMIA

Marcas chinesas desafiam gigantes ocidentais na tecnologia de consumo

Marcas chinesas avançam em câmeras, carros elétricos e eletrodomésticos, mas enfrentam desconfiança sobre dados e novas barreiras comerciais.

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Marcas chinesas passaram a superar empresas ocidentais em segmentos da tecnologia de consumo, como câmeras de ação, veículos elétricos e aspiradores robóticos, segundo reportagem publicada pelo g1 nesta quarta-feira (21).

O avanço aparece no mercado de câmeras de ação. A americana GoPro, que vendeu cerca de 6,6 milhões de unidades e detinha mais de 70% do mercado em 2015, perdeu espaço para as chinesas DJI e Insta360, que hoje concentram mais de 90% das vendas globais do segmento, de acordo com os dados citados na reportagem.

A mudança também alcança outras áreas. BYD e Xpeng estão entre as montadoras chinesas que venderam quase dois terços dos carros elétricos comercializados no ano passado, enquanto fabricantes chinesas dominam o mercado global de aspiradores robóticos.

Especialistas ouvidos pela reportagem atribuem o desempenho a fatores como a forte concorrência no mercado interno, cadeias de fornecimento integradas, automação industrial, uso de inteligência artificial na produção e ciclos mais rápidos de desenvolvimento.

Shenzhen é apontada como um dos principais centros dessa cadeia produtiva. Para Joey Cheng, fundador da americana Prolo Ring, produzir na cidade facilita a redução de custos e permite colocar novos produtos no mercado com mais rapidez.

O crescimento, porém, ocorre em meio a preocupações sobre privacidade, segurança de dados e possíveis riscos de espionagem relacionados a dispositivos conectados. Empresas chinesas afirmam cumprir as regras de proteção de dados da União Europeia, mas autoridades europeias apontam limitações na supervisão de eventuais transferências de informações para outros países.

Estados Unidos e países europeus também adotaram tarifas, restrições comerciais e exigências adicionais para empresas chinesas. Segundo especialistas citados na reportagem, essas medidas podem estimular a instalação de fábricas em outros países e levar as marcas chinesas a disputar com empresas ocidentais os segmentos premium.

Fonte: g1

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