A Justiça de São Paulo autorizou nesta quarta-feira (21) o processamento do pedido de recuperação judicial da Casas Bahia. A empresa terá 30 dias para corrigir pendências na documentação apresentada e busca reestruturar uma dívida de R$ 17,3 bilhões com mais de 28 mil credores.
A decisão é da juíza Tainá Maria Leonardo de Oliveira, da 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). Segundo a magistrada, os fluxos de caixa das seis empresas do grupo precisam ser individualizados, e a relação de credores ainda está em atualização.
A juíza manteve a proteção de 180 dias contra execuções de dívidas, medida concedida à Casas Bahia em agosto. Também nomeou a AJ Ruiz Consultoria Empresarial como administradora judicial, que deverá avaliar a necessidade de prorrogar esse prazo.
Em meio à crise, que a companhia atribui aos juros elevados, à restrição de crédito e à pressão sobre o consumo, a Casas Bahia fechou quase 300 lojas e demitiu 3 mil funcionários.
Perícia realizada pela ACFB Administração Judicial apontou redução de estoques, áreas ociosas em alguns centros de distribuição e queda de 35,3% no valor das vendas digitais entre julho e agosto. No mesmo período, o número de pedidos caiu de 1.068.648 para 706.335, redução de 33,9%.
A análise visitou 744 lojas e 29 centros logísticos. O grupo continuava operando, mas apresentava atividade irregular em nove lojas e três centros de distribuição; a fábrica da Bartira funcionava normalmente. Compras de teste nos canais digitais foram entregues dentro dos prazos informados.
Fonte: O Globo