Governos e empresas de diferentes países retiraram sites do ar nesta quarta-feira (21) após a descoberta de duas falhas críticas no PHP, linguagem usada em uma parcela significativa das páginas da internet.
A Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA) recomendou que as organizações corrigissem imediatamente os sistemas vulneráveis ou os desligassem. Segundo a agência, as falhas podem abrir caminho para arquivos e bancos de dados dos servidores e permitir que invasores assumam o controle sem utilizar uma senha.
O PHP é empregado em plataformas populares de criação de sites, o que amplia o possível alcance do problema para lojas virtuais, veículos de comunicação e serviços públicos. A PHP Foundation também orientou os usuários a instalar a atualização lançada nesta quarta-feira pelos desenvolvedores da linguagem.
Na França, sites de administrações locais, incluindo o da Prefeitura de Polícia de Paris, ficaram inacessíveis por orientação da Agência Nacional de Cibersegurança francesa. O Ministério do Interior informou que a medida ocorreu após a identificação de uma vulnerabilidade crítica.
Nos Países Baixos, foram desligados preventivamente o serviço nacional de identidade digital DigiD, o site da Câmara dos Representantes e a página do centro nacional de cibersegurança, segundo a emissora pública NOS.
As falhas foram comunicadas em agosto pela empresa de segurança Calif e pela OpenAI, que as identificaram de forma independente. A Wiz, empresa de segurança em nuvem pertencente ao Google, relatou posteriormente outras formas de exploração.
Os detalhes técnicos permaneceram em sigilo enquanto os desenvolvedores preparavam a correção, mas vazaram na internet na terça-feira, um dia antes do lançamento previsto da atualização. O episódio provocou uma corrida para corrigir ou desligar sistemas considerados vulneráveis.
Fonte: g1