A atividade econômica da Argentina recuou 1,7% em agosto na comparação com o mesmo mês de 2025, segundo dados divulgados pelo governo nesta quarta-feira (21). No confronto mensal, houve avanço de 0,1%, abaixo da estimativa mediana de 1,5% dos analistas consultados pela Bloomberg.
O resultado representa uma recuperação limitada após a queda de 2,8% registrada em julho ante junho, o pior desempenho mensal desde a pandemia. O ritmo de crescimento perdeu força no segundo semestre.
Os salários do setor privado formal superaram a inflação em agosto pelo terceiro mês consecutivo. O movimento é considerado um sinal favorável para o consumo, embora a desaceleração da economia e a perda de empregos formais reduzam os ganhos esperados pelo presidente Javier Milei com a queda da inflação.
O Produto Interno Bruto (PIB) argentino encolheu no segundo trimestre, e as projeções indicam nova retração no terceiro, na comparação trimestral. Se confirmado, o resultado configuraria uma recessão técnica.
As exportações de energia e produtos agrícolas impulsionam a economia, mas a retração da indústria, da construção e do varejo limita esse efeito. Analistas consultados pelo banco central argentino reduziram a previsão de crescimento para 1,5% em 2026, menos da metade dos 3,2% estimados no início do ano.
Fonte: O Globo