Ir para o conteúdo

quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Jornalismo local, independente e responsável

Jornal Diário do Povo

MUNDO

Corpo de brasileiro morto na Turquia será enterrado em São Paulo no sábado

Corpo de brasileiro que morreu após ser detido na Turquia será velado e enterrado em São Paulo no sábado (24).

Compartilhe
WhatsApp

O corpo de Lucas Nascimento de Medeiros, de 33 anos, será velado e enterrado em São Paulo no sábado (24), após o brasileiro morrer na Turquia depois de ser detido em um centro de migração. A família questiona as circunstâncias da morte e cobra esclarecimentos das autoridades dos dois países.

O velório ocorrerá das 12h às 16h, na Igreja Sal da Terra, na Vila Romana, na Zona Oeste da capital. O sepultamento está marcado para as 17h, no Cemitério da Lapa.

Natural do Rio Grande do Norte, Lucas trabalhava como programador e vivia havia sete anos na Europa. Segundo familiares, ele estava a passeio na Turquia quando se envolveu em uma discussão de cunho religioso e teve o rosto cortado.

Após procurar as autoridades turcas para relatar o episódio, o brasileiro foi levado a um centro de detenção de migrantes em Esmirna, no oeste do país. O último contato com a família ocorreu em 8 de outubro, quando ele informou que estava detido e seria deportado para o Brasil.

A mãe de Lucas foi ao Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, na segunda-feira (12), à espera do filho, mas soube que ele não havia embarcado. Posteriormente, a ex-namorada recebeu um e-mail informando que o brasileiro havia sido encontrado morto em um quarto de hotel na Turquia.

O Consulado-Geral do Brasil em Istambul confirmou a morte à Polícia Civil de São Paulo, conforme registro feito no 7º Distrito Policial da Lapa. Os irmãos, porém, afirmam ter recebido uma versão diferente, segundo a qual Lucas teria morrido dentro do centro de detenção migratória.

A família também questiona como o brasileiro teria deixado o centro e chegado a um hotel, caso ainda estivesse sob custódia enquanto aguardava a deportação. Os parentes afirmam que receberam informações contraditórias e reclamam da falta de apoio para o traslado do corpo.

O Ministério das Relações Exteriores informou que acompanha o caso por meio do Consulado-Geral do Brasil em Istambul e presta assistência consular à família. O Itamaraty afirmou que não tem prerrogativa para fornecer detalhes sobre as medidas adotadas pelas autoridades turcas e que não divulga informações individuais por razões de privacidade.

Segundo registro da Polícia Civil, a apuração de uma eventual morte criminosa ocorrida fora do Brasil cabe, em princípio, às autoridades do país onde os fatos aconteceram. O documento prevê o encaminhamento do caso para avaliação de possíveis providências, incluindo cooperação internacional.

Fonte: g1

Leia também