Um adolescente de 17 anos foi apreendido nesta quarta-feira (21), no bairro Messejana, em Fortaleza, por suspeita de participação na tentativa de homicídio de uma ex-síndica de 54 anos em Pacajus, na Região Metropolitana de Fortaleza. Segundo a Polícia Civil, dois adultos também foram presos pelo caso.
A vítima foi baleada após ser retirada de casa e levada para uma área de mata próxima ao condomínio onde morava. De acordo com a investigação, ela sobreviveu porque se fingiu de morta depois do disparo e conseguiu buscar ajuda quando os suspeitos deixaram o local.
A Polícia Civil afirma que os envolvidos suspeitavam que a mulher tivesse denunciado o tráfico de drogas na região. Antes do ataque, teriam ocorrido ações policiais de combate ao tráfico no condomínio, onde a vítima havia exercido a função de síndica.
Conforme a investigação da Delegacia de Pacajus, a mulher foi interrogada e teve o celular vistoriado. Após uma chamada de vídeo com Meyriane da Silva Alves, de 43 anos, apontada pela polícia como suspeita de ser a mandante, a vítima teria sido levada para ser executada.
Os investigadores afirmam que Francisco Davi da Silva Bezerra, de 28 anos, e o adolescente participaram da ação. Após o primeiro disparo, houve uma tentativa de atirar novamente contra a cabeça da vítima, mas a arma falhou; em seguida, os suspeitos teriam abandonado o que acreditavam ser o corpo em um córrego.
Meyriane e Francisco Davi foram presos no domingo (18), em Pacajus. Segundo a polícia, Meyriane tem passagem por tráfico de drogas; Francisco Davi responde a um crime contra a dignidade sexual; e o adolescente tem duas passagens por ato infracional análogo ao tráfico de drogas.
A defesa de Meyriane e Francisco Davi afirmou que os fatos ainda precisam ser apurados e que não havia denúncia criminal oferecida até a divulgação da manifestação. Os advogados pediram respeito à presunção de inocência e às garantias constitucionais.
A vítima recebeu atendimento inicialmente em uma unidade de saúde de Pacajus e depois foi encaminhada ao Instituto Doutor José Frota (IJF), em Fortaleza. A Polícia Civil continua as investigações para identificar outros possíveis envolvidos.
Fonte: g1 Ceará