O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico de Queimados, Jefferson Dias da Silva, morreu após ser baleado durante uma perseguição policial na Avenida Brasil, na Zona Norte do Rio, na noite de segunda-feira (19). Vídeos mostram o carro dele batendo em uma viatura da Polícia Militar e, depois, em uma mureta na altura da Penha.
Segundo a Polícia Civil, seis policiais participaram da ocorrência e foram ouvidos pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC). Quatro agentes admitiram ter efetuado disparos contra o veículo, mas ainda não foi identificado de qual arma partiu o tiro que matou o secretário.
Imagens de câmeras de segurança e vídeos feitos por motoristas registraram a perseguição e disparos em direção ao carro, um BYD branco. De acordo com os relatos dos policiais, o motorista teria desobedecido a ordens de parada, furado bloqueios e feito manobras consideradas perigosas pelos agentes.
Os policiais afirmaram ainda que ouviram tiros durante a perseguição e reagiram. Um agente do Batalhão Tático de Motociclistas declarou ter disparado sete vezes com um fuzil calibre 7,62 mm diante do que classificou como uma situação de perigo iminente.
Após a colisão, os agentes disseram que Jefferson tentou dar marcha a ré para fugir. O veículo foi finalmente imobilizado, e os policiais quebraram um dos vidros para acessar o interior. O secretário foi encontrado morto, atingido por disparos.
O governador em exercício do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto, determinou o afastamento dos policiais envolvidos. A Polícia Militar informou que cinco dos seis agentes foram afastados e que a Corregedoria-Geral também apura se houve descumprimento do protocolo de abordagem.
A Polícia Civil apreendeu as armas usadas na ação e realizou perícia no local. O inquérito deverá analisar as imagens, os exames no corpo e possíveis confrontos balísticos para esclarecer a origem dos disparos.
Jefferson, conhecido como Jefferson da Linave, tinha 51 anos e também havia exercido três mandatos como vereador de Queimados. O governo estadual afirmou que acompanha a investigação e que adotará medidas caso sejam constatadas irregularidades.
Fonte: g1