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terça-feira, 20 de outubro de 2026

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Jornal Diário do Povo

SEGURANÇA

MP de SP investiga vazamento de dados do Smart Sampa

MP de São Paulo investiga vazamento de dados do Smart Sampa; prefeitura diz que servidor foi afastado e reforçou a segurança do sistema.

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O Ministério Público de São Paulo abriu nesta terça-feira (20) uma investigação sobre o vazamento de dados sigilosos do Smart Sampa, sistema de monitoramento por câmeras e reconhecimento facial da Prefeitura de São Paulo.

O caso foi distribuído às Promotorias de Justiça do Patrimônio Público. Segundo o MP, após essa etapa será definido o promotor ou a promotora responsável pela apuração.

O vazamento foi revelado pelo UOL. De acordo com a reportagem, informações do sistema permaneceram expostas na internet por cerca de 11 meses, com possibilidade de acesso indevido a imagens de mais de 58 mil câmeras instaladas em ruas, escolas, creches e hospitais da capital.

A Prefeitura confirmou o vazamento e informou que identificou e afastou um servidor. Segundo a administração municipal, o agente tinha acesso autorizado ao sistema e é investigado pela Corregedoria da Guarda Civil Metropolitana.

A gestão municipal afirmou que não houve falha de segurança na plataforma, mas um vazamento ilegal cometido por um agente entre os mais de 7.500 profissionais de segurança com acesso ao programa. A prefeitura também informou que o repositório disponibilizado na internet foi retirado do ar.

Após a denúncia, a administração disse ter reforçado a proteção do Smart Sampa com senhas exclusivas, autenticação em dois fatores e exigência de códigos enviados por SMS para a criação de novas senhas.

Lançado em 2024, o sistema integra imagens de câmeras públicas e privadas e usa inteligência artificial para comparar pessoas captadas com bases de procurados pela Justiça e desaparecidos. A plataforma também permite identificar veículos roubados, furtados ou com suspeita de clonagem de placas e tem custo mensal informado pela prefeitura de cerca de R$ 10 milhões.

O professor Rafael Alcadipani, da Fundação Getulio Vargas, afirmou que o caso deve levar a uma revisão dos controles de acesso e à análise detalhada de quem pode consultar as informações. Segundo ele, o acesso deveria ser restrito e monitorado continuamente para reduzir riscos à segurança de cidadãos e autoridades.

Fonte: G1

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