O influenciador Felipe Bressanim Pereira, conhecido como Felca, publicou nesta terça-feira (20) um novo vídeo no YouTube, o primeiro desde “Adultização”, produção divulgada em agosto de 2025 que impulsionou o debate sobre a proteção de crianças e adolescentes na internet.
No vídeo, Felca deixa o formato investigativo e relata episódios de bullying sofridos durante a infância e a adolescência. Ele afirma ter sido agredido fisicamente entre os 12 e os 18 anos e descreve situações de humilhação, exclusão social e violência no ambiente escolar.
O influenciador também fala sobre o diagnóstico de fobia social e diz que ainda apresenta reações físicas intensas em situações de interação. Segundo o relato, os batimentos cardíacos podem superar 130 por minuto quando está cercado de pessoas.
Felca afirma que usou álcool durante anos para conseguir participar de gravações, eventos e entrevistas. Ele relaciona o consumo a um acidente ocorrido durante a produção de um vídeo em Londrina, quando teria desmaiado em casa após beber e sofrido fraturas em duas costelas ao cair sobre o braço.
Na gravação, o influenciador menciona períodos de ideação suicida na adolescência e associa parte de sua recuperação à busca por propósito. Ele cita o psiquiatra austríaco Viktor Frankl e conceitos da logoterapia ao falar sobre o enfrentamento do sofrimento.
Felca também apresenta o projeto “#sinfel”, um desafio de 90 dias para aceitar convites e frequentar situações que normalmente evitaria por causa da fobia social. A proposta inclui enfrentar gradualmente o medo de interações sem recorrer ao álcool.
Como parte do projeto, ele anunciou a intenção de realizar palestras gratuitas em escolas públicas e privadas sobre os impactos do bullying. O objetivo, segundo o influenciador, é conscientizar estudantes sobre os efeitos desse tipo de violência.
“Adultização”, publicado em agosto de 2025, denunciou situações que Felca classificou como exploração de crianças e adolescentes por criadores de conteúdo e mencionou o influenciador Hytalo Santos. A repercussão levou a debates no Congresso, a manifestações de autoridades e à aprovação, pelo Senado, de um projeto com medidas de proteção para menores no ambiente digital.
Fonte: g1