Chuvas fortes alagaram ruas, deixaram carros parcialmente submersos e interromperam vias em Lunel, no sul da França, na madrugada desta terça-feira (20). A prefeitura ativou uma célula de crise e acolheu 23 pessoas em um ginásio municipal.
A prefeita Paulette Gougeon acionou a estrutura de emergência à 1h para coordenar as operações e proteger os moradores. Segundo um balanço divulgado às 8h, várias vias continuavam interditadas, apesar de uma trégua temporária na chuva.
A agência Météo-France havia colocado os departamentos de Hérault e Gard sob alerta laranja para chuva, inundações e tempestades. A previsão indicava acumulados de 200 a 250 milímetros no leste de Hérault e em áreas de Gard, com possibilidade de chegar localmente a 300 milímetros.
No departamento de Gard, mais de 30 estradas e pontes foram interditadas, segundo a imprensa regional. A rodovia A9, ligação entre o sul da França e a Espanha, chegou a ser bloqueada nos dois sentidos entre Nîmes e Gallargues, antes da liberação parcial do trecho.
As enchentes ocorreram durante uma onda de protestos contra o custo de vida e a deterioração dos serviços públicos. Segundo o Ministério do Interior francês, cerca de 550 mil pessoas participaram das manifestações de sábado (17), enquanto os organizadores estimaram o público em 800 mil.
Embora muitos atos tenham sido pacíficos, grupos entraram em confronto com policiais e protagonizaram saques e ataques a edifícios públicos em cidades como Paris, Lyon, Marselha e Limoges. O primeiro-ministro Sébastien Lecornu pediu a adoção de toques de recolher parciais em áreas consideradas vulneráveis.
Fonte: O Globo