Três estudantes de uma escola técnica de San Martín, na província argentina de Mendoza, foram identificados após fotografias e um vídeo íntimo de uma professora serem compartilhados em grupos de WhatsApp. A docente registrou a denúncia em 16 de outubro, e o caso passou a ser investigado pela Justiça.
Segundo a apuração, os arquivos estavam armazenados no Google Drive da professora, cuja conta de e-mail teria permanecido conectada em um computador da escola. O acesso teria ocorrido durante o uso da sala de informática pelos alunos.
O episódio teria começado em 21 de setembro, durante uma jornada institucional para professores, quando docentes utilizaram os computadores da escola para consultar arquivos. Dias depois, um aluno teria encontrado a sessão aberta e acessado as imagens.
De acordo com a reconstrução divulgada pela imprensa local, o estudante e outros colegas baixaram os arquivos e iniciaram o compartilhamento. O material se espalhou entre alunos de diferentes turmas e chegou a estudantes de outras escolas da região.
A investigação conta com a participação da Unidade Fiscal de Crimes Econômicos e Informáticos. A Justiça ainda deve determinar a participação individual de cada estudante, além de apurar quem acessou, baixou e distribuiu os arquivos.
A Direção-Geral de Escolas enviou uma equipe especializada à instituição. O grupo é formado por psicólogos, psicopedagogos e assistentes sociais, que atuarão por meio do protocolo de atendimento a situações de crise.
Os estudantes ainda podem ser submetidos a medidas disciplinares, mas as eventuais punições não foram detalhadas. A professora também poderá solicitar licenças entre as medidas previstas para lidar com a situação.
Fonte: O GLOBO