O Ministério do Comércio da China pediu nesta terça-feira (20) que os Estados Unidos revoguem as restrições ao uso do modelo chinês de inteligência artificial DeepSeek em sistemas de agências federais americanas.
A reação ocorreu depois de o Departamento de Segurança Interna dos EUA ordenar, na segunda-feira (19), a remoção de produtos DeepSeek e de serviços de terceiros que utilizem o modelo dos sistemas de tecnologia da informação das agências federais civis. A medida também impede a aquisição desses produtos e serviços.
Segundo o departamento americano, os modelos da DeepSeek representam “múltiplos vetores de ameaça” e podem permitir a transferência de dados confidenciais para a China quando usados por funcionários do governo ou fornecedores.
O ministério chinês afirmou que a decisão prejudica empresas do país e desconsidera acordos firmados pelos líderes das duas nações. Pequim pediu a correção imediata das medidas, disse que acompanhará os desdobramentos e afirmou que adotará as providências necessárias para proteger seus interesses.
Em uma declaração separada, a China também criticou as sanções anunciadas pelos EUA contra cinco entidades chinesas por suposto roubo de segredos comerciais ligados à inteligência artificial. Entre os alvos está a Shanghai Zhisuan Technology, fundada pelo ex-engenheiro de software do Google Linwei Ding.
De acordo com as informações divulgadas pelos EUA, Ding foi considerado culpado em janeiro por roubar segredos comerciais de inteligência artificial para beneficiar empresas chinesas. A condenação, porém, foi parcialmente anulada em agosto, segundo o Ministério do Comércio da China, que acusou Washington de exagerar o caso e difamar companhias chinesas.
Fonte: g1