O Ministério do Comércio da China pediu nesta terça-feira (20) que os Estados Unidos revoguem a proibição do uso do modelo de inteligência artificial DeepSeek em sistemas de agências federais civis americanas.
A medida foi determinada na segunda-feira pelo Departamento de Segurança Interna dos EUA (DHS), que ordenou a remoção dos produtos da DeepSeek e de serviços de terceiros baseados no modelo. As agências também foram proibidas de adquirir essas soluções.
Segundo o DHS, os sistemas da empresa chinesa representam “múltiplos vetores de ameaça” e podem permitir a transferência de dados confidenciais para a China quando utilizados por funcionários do governo ou fornecedores.
O governo chinês afirmou que a decisão prejudica empresas do país e desconsidera acordos firmados pelos líderes das duas nações. Pequim pediu que Washington corrija o que classificou como práticas incorretas, revogue medidas restritivas discriminatórias e utilize o mecanismo de diálogo entre os dois países sobre inteligência artificial.
Em comunicado separado, o Ministério do Comércio também criticou as sanções anunciadas pelos EUA contra cinco entidades chinesas por suposto roubo de segredos comerciais ligados à inteligência artificial. Entre os alvos está a Shanghai Zhisuan Technology, empresa fundada pelo ex-engenheiro do Google Linwei Ding.
Ding foi considerado culpado em janeiro por roubar segredos comerciais de inteligência artificial para beneficiar empresas chinesas. Em agosto, porém, parte de sua condenação foi anulada, segundo as informações divulgadas sobre o caso. O ministério chinês acusou os EUA de exagerar a questão e difamar empresas chinesas.
Fonte: G1