Aliados de Flávio Bolsonaro (PL) orientam o senador a não ceder à pressão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela abertura de sigilos bancários, fiscais e telefônicos, a poucos dias do segundo turno das eleições de 2026.
O grupo avalia que Lula tenta criar um fato político e manter o tema em evidência na reta final da campanha. A recomendação inicial é que Flávio não tome nenhuma iniciativa em resposta ao desafio formalizado pelo presidente no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Interlocutores não descartam que o senador volte a comentar o assunto, mas defendem que ele mantenha o tom de ironia adotado após o debate da Band. Outra possibilidade seria questionar por que Lula apresentou a proposta apenas às vésperas da eleição.
A estratégia faz parte da tentativa da campanha do PL de reduzir provocações e apresentar uma imagem mais equilibrada de Flávio. Para o debate da Globo, a equipe pretende priorizar propostas e orientar o candidato a responder diretamente às perguntas do adversário.
Lula apresentou o desafio durante o debate da Band, no domingo, e depois o formalizou em petição no TSE, em 20 de outubro de 2026. O presidente autorizou a divulgação de seus sigilos dos últimos oito anos, mas condicionou a medida à abertura de dados de Flávio, de familiares dos dois candidatos e de empresas ligadas a eles.
Durante um evento de campanha no Maranhão, também em 20 de outubro, Lula voltou a cobrar a divulgação dos dados e incluiu o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está preso, além de outros familiares do senador.
Fonte: O Globo