Grupos de jovens encapuzados saquearam lojas e supermercados e destruíram vitrines em Milão, na Itália, no domingo (18), após protestos contra o custo de vida e a precariedade dos serviços públicos. A polícia usou gás lacrimogêneo e jatos de água para dispersar os manifestantes.
Os ataques se concentraram no centro da cidade, nas proximidades da Piazza del Duomo e em ruas movimentadas. Lojas das marcas Levi's e Under Armour, na via Orefici, foram invadidas, e estabelecimentos na via Torino também sofreram danos.
Segundo a agência italiana Ansa, invasores usaram o guidão de um patinete para quebrar uma vitrine e retiraram mercadorias de uma loja. Mesas e cadeiras de áreas externas de restaurantes também foram usadas para danificar outros estabelecimentos.
Ao longo do domingo, mais de 200 pessoas foram levadas à delegacia para identificação e averiguação, de acordo com a Ansa. Cerca de 80% delas eram menores de idade, segundo a agência.
Os episódios ocorreram um dia depois de uma manifestação que começou de forma pacífica no sábado (17), mas terminou em confrontos com a polícia, lançamento de pedras e incêndios de estruturas improvisadas. Ao menos dois policiais ficaram feridos, e cerca de 50 manifestantes foram detidos durante os confrontos, segundo a Associated Press.
Também houve registros de violência em Turim, Bolonha, Bréscia e Bérgamo. A Confcommercio, associação italiana do setor comercial, estimou prejuízos superiores a € 500 mil em diferentes cidades, segundo a Ansa.
O prefeito de Milão, Giuseppe Sala, condenou a destruição de estabelecimentos e espaços públicos, mas reconheceu a legitimidade das reivindicações. A primeira-ministra Giorgia Meloni criticou os atos violentos e convocou uma reunião sobre segurança pública para esta segunda-feira (19).
Fonte: O Globo