O primeiro-ministro da Austrália, Anthony Albanese, afirmou nesta segunda-feira (19) que o atropelamento da deputada independente Helen Haines, de 65 anos, em frente ao escritório parlamentar dela, em Wangaratta, no estado de Victoria, aparentemente foi deliberado. A parlamentar está em estado crítico, e um homem de 43 anos foi preso.
“Isso não foi um acidente. Ao que tudo indica, foi um ato deliberado”, declarou Albanese ao programa 7.30, da emissora pública ABC.
Segundo a Polícia de Victoria, Haines foi atingida por um Toyota LandCruiser branco por volta das 15h35 no horário local. Ela foi levada a um hospital com ferimentos críticos, e detetives da Unidade de Investigação de Colisões Graves foram enviados ao local.
O suspeito, morador de Tarrawingee, foi detido inicialmente por uma pessoa que passava pela região e depois preso pela polícia. Uma faca encontrada dentro do veículo foi apreendida, mas as autoridades ainda investigam se o motorista conhecia a deputada e se o objeto tem relação com o atropelamento.
Uma equipe antiterrorismo participa da investigação para analisar o histórico do suspeito e possíveis motivações. A participação da equipe não significa que o episódio tenha sido oficialmente classificado como terrorismo.
O superintendente interino Ashley Mason afirmou que o caso era tratado como um incidente isolado e que não havia indícios de ameaça contínua à população.
Albanese relacionou o episódio ao aumento da hostilidade no debate político e nas redes sociais. “Não há lugar para a violência em uma democracia”, disse o primeiro-ministro.
Haines representa o distrito eleitoral de Indi desde 2019. Enfermeira, parteira e pesquisadora de saúde pública antes de entrar na política, ela foi eleita para a Câmara dos Representantes como independente e conquistou novos mandatos em 2022 e 2025.
Em comunicado, a família informou que a deputada recebia atendimento médico e pediu respeito à privacidade dela durante a recuperação. A ministra das Relações Exteriores, Penny Wong, classificou o episódio como um “ataque chocante e profundamente perturbador”.
Fonte: O Globo