Ir para o conteúdo

segunda-feira, 19 de outubro de 2026

Jornalismo local, independente e responsável

Jornal Diário do Povo

MUNDO

Saques e confrontos atingem lojas no centro de Milão

Saques, vitrines quebradas e confrontos com a polícia atingem o centro de Milão durante protestos contra o custo de vida na Itália.

Compartilhe
WhatsApp

Grupos de jovens encapuzados saquearam lojas e supermercados, quebraram vitrines e entraram em confronto com a polícia no domingo (18), no centro de Milão, durante uma onda de protestos contra o custo de vida e a precariedade dos serviços públicos na Itália.

Os ataques se concentraram nas proximidades da Piazza del Duomo e em ruas movimentadas. Segundo a agência italiana Ansa, estabelecimentos das marcas Levi's e Under Armour foram atingidos, assim como bares, restaurantes e outros comércios.

Na via Orefici, perto de Cordusio, invasores usaram o guidão de um patinete para quebrar uma vitrine e retiraram mercadorias da loja. Na via Torino, grupos atacaram estabelecimentos com cadeiras e mesas retiradas de áreas externas de restaurantes.

A polícia usou gás lacrimogêneo e jatos de água para dispersar os manifestantes, que lançaram pedras, garrafas e bombas de efeito moral. Turistas e clientes deixaram áreas próximas aos confrontos, enquanto alguns bares da Galleria Vittorio Emanuele II fecharam as portas e recolheram móveis das áreas externas.

Mais de 200 pessoas foram levadas à delegacia para identificação e averiguação ao longo do domingo, de acordo com a Ansa. Cerca de 80% eram menores de idade.

Os protestos começaram de forma pacífica no sábado (17), mas grupos de participantes passaram a confrontar policiais, lançar objetos e incendiar estruturas improvisadas com móveis retirados de bares. Ao menos dois policiais ficaram feridos, e cerca de 50 manifestantes foram detidos, segundo a Associated Press.

Também foram registrados protestos e episódios de violência em Turim, Bolonha, Bréscia e Bérgamo. A Confcommercio, associação italiana do setor comercial, estimou em mais de 500 mil euros os prejuízos provocados pelos ataques em diferentes cidades, segundo a Ansa.

O prefeito de Milão, Giuseppe Sala, condenou a destruição de estabelecimentos e espaços públicos, mas reconheceu a legitimidade das reivindicações. A primeira-ministra Giorgia Meloni criticou os atos violentos e convocou uma reunião sobre segurança pública para esta segunda-feira (19).

Fonte: O Globo

Leia também