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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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TECNOLOGIA

Presidente do Signal rejeita “apocalipse de IA” e alerta para uso irresponsável

Presidente da Signal Foundation rejeita previsões de apocalipse de IA e alerta para riscos do uso irresponsável da tecnologia.

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Meredith Whittaker, presidente da Signal Foundation, rejeitou as previsões de que a inteligência artificial (IA) possa se voltar contra a humanidade e afirmou, em entrevista à BBC divulgada em 19 de outubro de 2026, que o risco mais imediato está no uso descuidado da tecnologia.

Segundo Whittaker, não há evidências científicas que sustentem os cenários catastróficos de uma revolta das máquinas. Ela classificou esse tipo de previsão como fantasiosa e defendeu que os problemas concretos envolvem sistemas usados para produzir informações falsas ou apoiar decisões de alto risco.

A executiva citou como exemplo um caso noticiado pela CNN em que um chatbot usado por serviços de inteligência dos Estados Unidos teria inventado informações sobre um navio chinês. De acordo com o relato apresentado por Whittaker, o episódio teria contribuído para a preparação de uma resposta militar.

Whittaker ganhou projeção ao participar, em 2018, de uma mobilização de funcionários do Google contra o Projeto Maven, contrato do Departamento de Defesa dos Estados Unidos para desenvolver sistemas capazes de identificar alvos para ataques com drones. O Google deixou o projeto, posteriormente assumido pela Palantir.

Ela também relacionou o uso de sistemas de inteligência artificial em operações militares a riscos decorrentes de dados incorretos ou desatualizados. A Palantir negou que seu software tenha sido responsável por uma tragédia mencionada na entrevista e afirmou que não controla os dados utilizados nem a identificação de falhas nas informações de inteligência.

Na entrevista, a presidente da Signal Foundation defendeu a criptografia de ponta a ponta e disse que o aplicativo poderia deixar de operar em um país caso fosse obrigado a enfraquecer a proteção das mensagens. O Signal está total ou parcialmente bloqueado em países como Rússia, China e Irã.

Governos, incluindo o do Reino Unido, defendem maior acesso a comunicações criptografadas como medida de proteção de crianças e mulheres. Organizações de defesa dos direitos das mulheres, porém, também apoiam o Signal por considerá-lo uma ferramenta de segurança para pessoas expostas a vigilância estatal, violência doméstica ou perseguição política.

Fonte: g1

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