O primeiro debate entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), realizado pela Band no domingo (18), foi repercutido por veículos internacionais, que destacaram a troca de acusações, as provocações e o clima de tensão entre os candidatos.
A versão em inglês do Le Monde classificou o encontro como caótico e ressaltou as acusações mútuas de corrupção e as referências a escândalos. O jornal também mencionou as tentativas de Flávio de desestabilizar Lula e o pedido do presidente para que os espectadores verificassem as afirmações no Google.
O argentino Clarín destacou a estratégia de Lula para recuperar apoio após perder a liderança no primeiro turno, segundo a publicação. O jornal também citou as referências do presidente aos interesses dos Estados Unidos, à política de cortes de gastos de Javier Milei e às acusações de corrupção feitas por Flávio contra o governo petista.
O La Nación afirmou que o debate teve poucas propostas e pouco espaço para políticas públicas. De acordo com o veículo, Milei, as acusações de corrupção, as provocações e os ataques pessoais dominaram o confronto, sem um erro decisivo que alterasse o equilíbrio da disputa.
O espanhol El País resumiu o estilo dos candidatos como o de “um Lula tecnocrata diante de um Bolsonaro provocador”. A publicação destacou acusações de Flávio relacionadas ao filho do presidente e ao PT, enquanto Lula o associou ao crime organizado e o acusou de mentir e participar de conspirações nos Estados Unidos.
A rede catariana Al Jazeera também ressaltou os ataques pessoais. Segundo o veículo, Lula chamou Flávio de “mentiroso contumaz”, “bandido” e “miliciano”, enquanto o senador ironizou o presidente ao afirmar que preferia manter distância dele para evitar que sua carteira fosse roubada.
Fonte: O Globo