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segunda-feira, 19 de outubro de 2026

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ELEIÇÕES

Imprensa internacional destaca tensão no debate entre Lula e Flávio

Veículos internacionais destacam acusações, provocações e poucas propostas no primeiro debate entre Lula e Flávio Bolsonaro.

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O primeiro debate entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), realizado pela Band no domingo (18 de outubro), foi repercutido por veículos internacionais, que destacaram a troca de acusações, as provocações e o clima de tensão entre os candidatos.

A versão em inglês do Le Monde descreveu o encontro como caótico e marcado por acusações mútuas de corrupção e referências a escândalos. O jornal também mencionou as tentativas de Flávio de desestabilizar Lula e a orientação do presidente para que os espectadores verificassem as afirmações no Google.

O argentino Clarín ressaltou a tensão do confronto e avaliou que Lula tentou recuperar apoio após perder a liderança no primeiro turno, segundo a publicação. O jornal também citou as referências feitas pelo presidente aos interesses dos Estados Unidos, à política de cortes de gastos de Javier Milei e às acusações de corrupção apresentadas por Flávio contra o governo petista.

O La Nación, também da Argentina, afirmou que as acusações de corrupção e as referências a Milei dominaram o debate. Para o veículo, houve poucas propostas e pouco espaço para políticas públicas, sem um erro decisivo capaz de alterar o equilíbrio da disputa.

Na Espanha, o El País resumiu o estilo dos candidatos como o de um Lula tecnocrata diante de um Bolsonaro provocador. O jornal destacou acusações de Flávio relacionadas ao filho do presidente e ao PT, enquanto Lula o associou ao crime organizado e o acusou de mentir e participar de conspirações nos Estados Unidos.

A rede catari Al Jazeera também enfatizou os ataques pessoais. Segundo a publicação, Lula chamou Flávio de “mentiroso contumaz”, “bandido” e “miliciano”, enquanto o senador ironizou o presidente ao dizer que preferia manter distância dele porque sua carteira poderia ser roubada.

Fonte: O Globo

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