Apoiadores de Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro receberam orientações para atuar nas redes sociais durante o debate da Band, realizado na noite de domingo (18), no primeiro confronto entre os candidatos nesta campanha presidencial.
No canal de WhatsApp "Exército de Lula", o deputado federal André Janones (Rede-MG) pediu o compartilhamento de vídeos, a criação de memes e a divulgação de hashtags no X. Entre as frases sugeridas estava "Abre o sigilo, Flávio", em referência à proposta de Lula para que os dois candidatos liberem sigilos bancários e telefônicos antes do debate da TV Globo.
Janones também orientou os integrantes do grupo a pesquisar no Google associações entre o nome de Flávio Bolsonaro e termos como "miliciano", "Comando Vermelho" e "Ana Clara". Segundo ele, o objetivo era elevar essas buscas no Google Trends.
Na "Tropa do Flávio", canal criado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-SP) e pelo ex-coach Pablo Marçal (PRTB), os administradores recomendaram buscas por expressões como "Lula ladrão", "Lulinha ladrão" e "Lula sócio da Roberta". O grupo também distribuiu vídeos favoráveis ao senador e mensagens em resposta às críticas feitas por Lula durante o debate.
O "Exército de Lula" havia sido suspenso por determinação do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, após pedido da campanha de Flávio Bolsonaro, que alegou comportamento inautêntico, disseminação de boatos e compartilhamentos em massa. A decisão foi derrubada pelo ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, e o grupo voltou a funcionar na sexta-feira, após autorização para que fosse registrado como canal oficial de comunicação da campanha de Lula.
Os canais passaram a integrar a disputa digital entre as campanhas no segundo turno. Nikolas Ferreira e Pablo Marçal acompanharam o debate no estúdio, ao lado do governador eleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), e dos senadores eleitos Guilherme Derrite (PP-SP) e André do Prado (PL-SP).
Fonte: O Globo