Grupos de apoio a Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro orientaram militantes a compartilhar vídeos, publicar hashtags e fazer buscas específicas na internet durante o debate da Band, realizado na noite de domingo (18), na reta final do segundo turno.
No canal de WhatsApp “Exército de Lula”, o deputado federal André Janones (Rede-MG), que acompanhou o debate no estúdio, pediu a divulgação de cortes favoráveis ao petista e sugeriu a criação de memes e hashtags, entre elas “Abre o sigilo, Flávio”.
Janones também orientou os integrantes a pesquisar no Google associações entre o nome de Flávio Bolsonaro e termos como “miliciano”, “Comando Vermelho” e “Ana Clara”. Segundo ele, o objetivo era elevar essas expressões no Google Trends.
Já o grupo “Tropa do Flávio”, criado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-SP) e pelo ex-coach Pablo Marçal (PRTB), recomendou buscas separadas por expressões como “Lula ladrão”, “Lulinha ladrão” e “Lula sócio da Roberta”. O canal também distribuiu vídeos e publicações favoráveis ao senador.
Os dois grupos passaram a atuar de forma mais intensa nas semanas anteriores ao segundo turno. O “Exército de Lula” chegou a ser suspenso por determinação do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, após pedido da campanha de Flávio, que alegou comportamento inautêntico, disseminação de boatos e compartilhamentos em massa.
A decisão foi derrubada pelo ministro Ricardo Villas Bôas Cueva. Depois, Nunes Marques autorizou novamente o funcionamento do grupo, condicionado ao registro do canal como endereço oficial de comunicação da campanha de Lula em até 48 horas. O grupo voltou a operar na sexta-feira (16).
Nikolas Ferreira e Pablo Marçal acompanharam o debate no estúdio, ao lado de aliados de Flávio, como o governador eleito Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) e os senadores eleitos por São Paulo Guilherme Derrite (PP-SP) e André do Prado (PL-SP).
Fonte: O Globo