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segunda-feira, 19 de outubro de 2026

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POLÍTICA

Campanhas de Lula e Flávio divergem sobre atuação da Meta

Coordenadores de Lula e Flávio Bolsonaro divergem sobre suposta interferência da Meta e regras para conteúdos políticos nas eleições de 2026.

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Os coordenadores das campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) divergiram nesta segunda-feira (19), durante o GloboNews Debate, sobre a atuação da Meta nas eleições de 2026. Edinho Silva afirmou que a empresa não pode assumir lado na disputa, enquanto Rogério Marinho defendeu liberdade de expressão e paridade de condições.

No mesmo dia, o Tribunal Superior Eleitoral deu 24 horas para que a Meta comprove que não está limitando o alcance de publicações nem favorecendo as campanhas de Lula ou Flávio. A empresa havia reconhecido falhas que afetaram conteúdos relacionados ao petista, mas negou interferência eleitoral e afirmou ter corrigido os problemas.

Edinho disse que a campanha de Lula foi prejudicada pela restrição de conteúdos e afirmou que não busca privilégios, mas igualdade na disputa. Marinho, por sua vez, acusou o governo federal de tentar limitar a liberdade de expressão por meio da Advocacia-Geral da União e citou a Procuradoria Nacional de Defesa da Democracia, criada em 2023.

Os dois também discutiram o canal de WhatsApp "Exército de Lula", criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG). Marinho afirmou que o PL não pediu a retirada do canal, mas defendeu que o PT assumisse responsabilidade pelo conteúdo; segundo ele, informações falsas ou distorcidas precisam ser combatidas.

Edinho respondeu que a mesma cobrança deveria ser feita sobre influenciadores ligados à campanha de Flávio Bolsonaro. Ele questionou a diferença de tratamento entre o canal de Janones e conteúdos publicados por apoiadores do senador.

Durante o debate, Marinho também afirmou que a regra de transição do Bolsa Família seria ampliada de 18 para 24 meses em um eventual governo de Flávio Bolsonaro. Edinho classificou como fonte de insegurança as posições atribuídas ao senador sobre direitos trabalhistas e a jornada 6x1.

Fonte: O Globo

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