A Anthropic, responsável pelo assistente de inteligência artificial Claude, anunciou em 18 de outubro que planeja destinar 5% de suas ações a um fundo de benefício público para financiar iniciativas voltadas ao bem público, incluindo medidas para reduzir os impactos da IA no mercado de trabalho.
O fundo ainda depende da aprovação dos acionistas e será estruturado como uma sociedade de responsabilidade limitada controlada integralmente pela empresa. A companhia informou que outros 2% poderão ser incorporados a cada aumento de 50% no valor da Anthropic acima de uma linha de base definida pelo conselho de administração.
Segundo a empresa, o fundo crescerá conforme a expansão da Anthropic e não poderá usar sua participação acionária para lobby ou doações políticas nos Estados Unidos ou no exterior.
A iniciativa foi anunciada enquanto a startup se prepara para uma possível oferta pública inicial de ações, que pode começar a ser promovida na semana de 9 de novembro, segundo pessoas familiarizadas com o assunto ouvidas no início de outubro.
A medida também ocorre em meio a preocupações sobre os efeitos da inteligência artificial, incluindo a substituição de trabalhadores por agentes capazes de executar tarefas antes realizadas por pessoas. A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional, Kristalina Georgieva, afirmou que a tecnologia pode provocar um avanço lento, mas amplo, na redução de empregos de baixa remuneração.
A Anthropic também enfrenta divergências com o governo dos Estados Unidos sobre o uso de sua tecnologia em atividades militares. A empresa foi classificada como risco para a cadeia de suprimentos após tentar limitar alguns usos de seus sistemas pelo Pentágono e por outros usuários.
Fonte: O Globo